segunda-feira, 11 de maio de 2015

Devaneios de um Ladrão de Estrelas

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Roubei estrelas e enfeitei a árvore de natal
mas, já não é mais época natalina
e as estrelas secaram em lágrimas siderais;
secaram galáxias que dependurei no varal,

restaram canteiros de supernovas,
quasares e blasares em supra erupção
vomitando raios gama na via celeste;
anjos embriagando-se de novos sóis.

Roubei cometas e viajei infinitos
mas, era um tempo de ventos estelares,
minhas ampulhetas continham areia lunar
que colhi em um sonho sônico-planetário

e guardei em um recipiente oval no armário;
Jimi Hendrix sentou comigo na Torre de Babel
então fizemos planos, fizemos poesias
que ficaram cinzeladas nos pilares do batel.

Roubei as asas de arcanjos e de Ícarus
mas, já não era tempo de voar,
guardei-as sob carvalhos centenários
e, cantei a harmonia de um poema louco.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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