segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dos Dizeres Sobre a Luz e a Treva

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Foi à luz que era dia,
foi o dia a sã lucidez,
meu elã foi para a noite
que compôs-se no açoite;

de um herói por entre estrelas,
de um vilão de maldizeres,
d’algum épico sobre amores,
dum jardim de malmequeres.

Foi o olor que era feitiço,
foi da flor o olor mortiço,
mas o verso entreverso
foi além das entrelinhas;

e o poeta é sempre vivo
na essência da poesia,
que mergulha no absorto
e desperta em novo dia.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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