sábado, 25 de abril de 2015

Aurora de um Poeta Sertanejo

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Acordei junto da aurora
e a passarada sem demora
nos ramos do pé de amora
cantaram em sinfonia;

raiou o sol, raiou o dia
e eu fui nessa melodia
cantando minha alegria,
cortando o estradão;

mente avoada e o pé no chão
e o pensamento é poesia
e o dia vai se explanado
e no sentimento vislumbrando

as cores lindas do meu sertão;
esse meu pedaço de chão
onde planto minha semente
que da flor em ramalhete

multicor em tons felizes
raridades essas matizes
e os botões amanhecendo
pétalas desorvalhando;

e lá na velha goiabeira
maritaca farta em ceia,
o melro canta estridente,
sanhaço no mamoeiro;

esse é meu devaneio
que eu poeto sem rodeios,
que eu guardo ao arrebol
quando então roubar o sol.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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