terça-feira, 17 de março de 2015

Amanhecente

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No gorjeado dos pardais
o compasso da natureza
é entoado com destreza,
são encantos matinais.

No revoar d’um beija-flor
há cores entrecruzadas
no afanar da madrugada,
são exuberâncias de primor.

No redobrar do sabiá
um chilreado mavioso,
um garganteado garboso
e o som a furrubiár.

No estribilho um bem-te-vi
a estrilar no amanhecente
o seu aiar de corpo presente,
é o rememoramento do porvir.

Nas entrelinhas um poeta
a reverdecer versificado
em céu azul alaranjado
a despontar na alvorada.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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