segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Poesia Emblemática de um Despertar

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A poesia despertou emblemática
trazendo o sol com fulgor e mágica
e a flor noturna resguardou-se ao dia,
e a flor diurna abriu-se em alegria;

e o jardim foi verso, prosa, nostalgia,
foi senil borboleta de asas violetas
que esvoaçavam em pensamento, o vento;
que dispersava pólen e pétala, rebento.

A poesia amanheceu metafórica
trazendo a luz iridescente em retórica
da natureza, oração e canção teórica
predisposta em estrofes líricas;

reescritas em linhas pictóricas,
cores vastas d’alguma aquarela
retratando horizontes sarapintados
de mil camelos na agulha transpassados.

A poesia despertou e o poeta
devaneou inda em estado letárgico,
revoou pelo céu como pássaro
a trinar poemas e melodias;

partituras discretas e vislumbres
d’outras asas que se estendem vivas
revoando em píncaros veneráveis
que imóveis rememoram a paz.


Jonas R. Sanches
Imagem: Vladimir Kush

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