quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Dos Versos Pindáricos e Aristotélicos

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Do verso que nasce pindárico
e olha o mundo de modo apriorístico
em arrebol significantemente místico
com suas nuances no céu multicolorido

então a estrela, mistério da manhã;
derrama a luz em pétala orvalhada
que beija o sol que reflete nas gotas,
que escorrem tépidas refletindo a mônada.

Do verso que nasce aristotélico
e olha o mundo de modo doutrinário
em alvorada porfiosamente mágica
com seu ancenúbio que reflete nas flores

as suas cores lúdricas desorvalhadas
tão equânimes no postimar da madrugada
que deixa um rastro vívido e lustroso
no embasamento de vento suntuoso.


Jonas R. Sanches
Imagem: Grits/AP

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