quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

De uma Alvorada de Céu Nimboso

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O dia amanheceu nubiloso,
nuvens plúmbeas bailavam ao vento
que ventava tão livre, isento,
e no peito um algoz em rebento;

um rebento de luz e poesia
que na estrela azul insurgia
bailando versos pelos universos
que continham o segredo da vida.

O dia amanheceu brumaceiro,
no horizonte o dilúculo majestoso,
embasamento azul de aquarela
retratado espalhado na tela

de um pintor, de um poeta romeiro
que transpõe em matizes diáfanas
alusões surrealistas bombásticas
que irisam vertigens idílicas.

O dia amanheceu e o caminho
instaurou-se entre luzes egrégias
alumbrando o alvedrio que é distinto
do poeta enveredando seus mitos;

metáforas anafadas de alegorias
que digressionam sobre almas e o sol
dardejante rutila em mil céus
inda oculto ensejando o arrebol.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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