segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Da Escassez da Chuva e dos Pássaros Noturnos

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Tentei chover na madrugada
mas fez-se manto estrelado,
mas fez-se noite enluarada,
fez-se o poema enclausurado;

mas revoou um curiango
lá na torre do campanário
e, o galo cantou anunciando
o repontar que ia alvorando.

Tentei chover na madrugada
pois a soalheira era insuportável,
tanto calor que fervilhou
meu pensamento inenarrável;

mas revoou uma coruja
e transbordou o seu piado
a duetar com o bacurau
com seu estribilhar sagrado.

Tentei chover na madrugada
mas, fez-se letras e poesia
mas, fez-se doce a melodia,
fez-se um poeta amodorrado;

e o céu gritou a escuridão
antes do ressurgir da aurora,
compus então essa canção
ao meu amor que acorda agora.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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