terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Visões das Flores de Parnaso

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Eu vi mil sóis no céu noturno e a poesia
foi firmamento negro de estrelas
que eram sóis em devaneios, pensamentos
que revoavam pela mente derradeira.

Eu vi mil sóis e também vi planetas
que circundavam o ventre do infinito,
eternidades incontáveis de cometas
que viajavam pelos confins transcritos.

Eu vi no verso nascer brilho e poema,
eu vi no céu um longo sonho alienígena,
eu vi no sol o mistério em seu emblema,
eu vi na senda a luz de um mito indígena.

Eu vi no verso o meu inverso inusitado,
eu vi na morte o outro lado da vida,
eu vi no Edén Adão pagando seu pecado,
eu vi em Eva os motivos dessa lida.

Eu vi tais coisas então calei em sobressalto
e meu vislumbre enlevou-me sob a rima,
eu vi no cântico os versos de um arauto
que declamou-se com su’alma à menina.

Eu vi mil sóis a faiscarem em teu olhar,
senti teu cheiro, era tal qual bruma do mar
e tua voz ressoava tal qual trombeta
a entoar a doce música d'outro planeta.

Eu vi anjos digladiarem-se com demônios
na eterna luta e amor do bem e o mal,
eu vi de tudo e recordei em poesias
as minhas vias d’algo que é sensacional.

Eu vi mil sóis, eram as flores de parnaso
a florescerem com pégaso em constelação,
eu vi a luz iridescente em meu ocaso
resplandescente em coisas do meu coração.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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