terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Do Farfalhar Calado das Folhas

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O farfalhar das folhas se calou
entre o gole que acalorou
a mente, consequentemente a gota
de chuva que caia molhava a roupa.

Roupa de pele que sela a amizade
em momentos de risos, insanidades;
no pranto aguçado, flor da iniquidade
que morre em gargalho na flor da idade.

O farfalhar das folhas se calou,
ficou a escutar o agudo do riso
que escracha no peito o arroxo do gozo
entre amigos em papos de amor carinhoso.

Roupa da mente, algoz pensamento
que corre e discorre olores ao vento
e o momento feliz é o prumo da chuva
quando algures amigos vestem como luva.

O farfalhar das folhas se calou
e o riso cessou pela despedida;
anseio no seio do amigo, da amiga
e a poesia o momento ao relento guardou.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

2 comentários:

  1. Olá Jonas! Passando para te cumprimentar e desejar um Excelente Natal, e que o ano de 2015 seja de muita saúde, paz, amor, prosperidade e repleto de realizações para ti e para os teus. Temos um recadinho para o velho Noel. Espero que gostes. Rsrs.

    Quanto ao post, Belo poema, com ênfase para a estrofe abaixo:

    Roupa de pele que sela a amizade
    em momentos de risos, insanidades;
    no pranto aguçado, flor da iniquidade
    que morre em gargalho na flor da idade.

    Abraços,

    Furtado.

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