segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Tranquila Loucura

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Em minha tranquilidade enlouqueço
mas, minha insanidade é coerente
como o rio de águas transparentes
que corre às vezes veloz... Outras tranquilamente.

Em minha mente a loucura é a semente
e a poesia brota plenamente, em mim.
Pobre de mim, insano poeta eloquente
que já morreu, mas vive em letra carmim

de sangue; do sangue salgado da lágrima
e, a alma embebida na insistente loucura
se afaga a si, entremeio ao grito do arrebol;
ai de mim! Dissolvido em plenas cores loucas,

tresloucado dos píncaros dos vizires
insalubres, que protegem os risos do sol;
sol que fulgura anímico em meus sonhos
loucos... Loucos sonhos... Ai de mim! Calado...

Em minha insanidade o vislumbre real
do verso que afaga o sono em noites de umbral
por onde caminho com caneta e sorriso pálido;
ai de mim! Se eu morrer em um poema fatal...


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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