sábado, 22 de novembro de 2014

Flor de Mandacaru

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No abraço feriu-me em teus espinhos
mas, na candura de tua flor noturna
enlevou-me aos sonhos místicos
viajei então pelos teus sertões infinitos siderais.

Flor cândida de brancura leitosa
que floresceu às estrelas intensamente;
foi flor poética, vertigem da mente,
flor de mandacaru perfumando o horizonte.

No abraço feriu-me em teus espinhos
mas, não era rosa rubra, não foi por querer;
feriu-me e devaneou junto a mim
pelas noites de luar prateado enluarado.

Flor dos sonhos, brugmânsia do sertão;
sertão infindável de olores perfumantes,
cacto verde-amarelo cor do meu olhar
tão brasileiro, poeta em devaneio aureolar.

No abraço feriu-me em teus espinhos
mas, do sangue eis que brotou inspiração,
broto lhano que medra nesse sertão;
alucinação, sonho de flor de mandacaru.


Jonas R. Sanches

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