quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Flor do Marasmo

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O meu marasmo é flor de calmaria
que desabrocha no limiar do dia
pra colorir a esfinge do sertão,
misteriosa versificação

que alimenta a senda do poeta,
que desalenta a verve do capeta
que reza o terço na velha capela
e faz promessas pela alma alheia.

O meu marasmo é flor de calmaria
que desabrocha em cores desditosas
deixando a inveja no olhar da rosa
que despetala-se nua e espinhenta

e alimenta a terra dos jardins
que desfloram em tons carmesim,
que desafora a velha flor do lácio
inculta e bela como o fez Bilac.

O meu marasmo é flor de calmaria
mas minha sina é contemporânea
em letras bruscas dessa miscelânea
que no final termina em romaria.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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