terça-feira, 28 de outubro de 2014

Das Noites que não Amanhecem

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Tento amanhecer, mas é noite em mim,
estrelas profanas dançam frenéticas
e, a voz do povo deve rugir como o trovão
e, a voz do povo deve gritar em união.

Tento amanhecer, mas a noite é negra na alma,
estrelas bizarras cadentes da morte certa
e, a voz do povo é o ronco do gigante
que adormecido sonha por dias melhores.

Tento amanhecer, mas roubaram o sol da esperança,
no firmamento vejo prenúncio de chuvas,
no firmamento são plúmbeas as nuvens desse olhar
que vigia, mas tão cego é o homem idiossincrático.

Tento amanhecer, mas os pássaros ainda dormem,
não quero despertar os pardais involuntários,
quero apenas mergulhar nesse silêncio brusco
e contemplar da poltrona o sofrimento de amanhã.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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