domingo, 31 de agosto de 2014

Soneto Para Espantar Marasmo

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Vou de poesia para espantar marasmo
e na fantasia criar meus fantasmas,
viajar no verso com entusiasmo,
voar borboletas com as asas pasmas.

Vou de poesia pegar o trem das sete
e seguir os trilhos da imaginação,
fica na estação apenas um bilhete
com algum verbete em forma de oração.

Vou de poesia em forma de soneto
seguir pela vida a via do esqueleto,
o fim dessa lida e o final do beco;

seguir em poesia até o fim de tudo
pela via que leva em um rio já seco,
o final do mundo em um grito mudo.


Jonas R. Sanches
Imagem: Alex Uchôa

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