quinta-feira, 14 de agosto de 2014

De Carona na Alma Alquímica de um Cometa

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O poeta então se afronta ao espelho
e busca em cada célula alguma explicação,
eis que então, no brilho profundo do olhar

ele mergulha solitário em um rastro de cometa
e vai sem rumo, vai em busca de respostas,
batendo de porta em porta,

de planeta em planeta,
sem saber que sua carona, que faz rastro pelo céu
tem a mão do menestrel, tem a resposta exata,

e em voz universal, compreendida ao bem e ao mal
a voz narra desditosa: - Sou o pólen das rosas,
sou a estrela da manhã, a espada de Dartanham,

sou grito de supernova que nova matéria jorra
devido ao meu papel, meu rastro de luz no céu
que é apenas e simplesmente, a redoma da semente

que germina universos e, o poeta em seus versos
semeia com alma pura, a verdade que perdura
na alquimia das respostas.


Jonas R. Sanches
Imagem: Gerald Rhemann -Cometa Encke 

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