segunda-feira, 7 de julho de 2014

De Todas as Entranhas da Alma

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Desentranhando um verso anímico
eu sigo o poema no meu ritmo,
no ritmo alucinado do meu coração
que espasma caótico nessa vil missão.

Desencadeando um verso arrítmico
eu sigo o poema de tez fictícia,
e na tua tez eu mergulho em carícias
que te arrepiam e fazem-te alucinar.

Desembainhando um punhal mágico
eu sigo o poema nu e emblemático,
e nas complicações sou um tanto prático
pois, no livro da vida sou o verbo trágico.

Descontinuando alguma continuação
eu passo a vista dentro de um alfarrábio,
onde estão descritas minhas soluções;
intercalações de algum momento dúbio.

Desfibrilando a morte em sua sina
eu faço o verso onde a linha termina,
eu faço amor no planeta platônico
e os telespectadores olham-me atônitos.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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