quarta-feira, 11 de junho de 2014

De um Soneto Amanhecido sem Inspiração

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Amanheço sem a tal inspiração
então eu busco na mente o recomeço
de uma vertigem algoz do coração
e num vislumbre então me reconheço.

Amanheço sem a comiseração
então eu olho para o sol e desvaneço
no peito brota uma nova sensação
de um teor lúgubre que desconheço.

Manhã de aurora plúmbea distorcida
por onde a vida nua então é conduzida;
transmutação de almas em firmamentos

por onde vão estrelas e trejeitos,
por onde vão os agouros dessa lida,
por onde nascem versos de sonetos.


Jonas R. Sanches
Imagem: Anthology by Craig Parker

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