quarta-feira, 14 de maio de 2014

Do Vazio e dos Silêncios Momentâneos

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Tudo está tão calmo na rua dos kamikazes,
seus aviões já não deixam mais sequelas
e os esqueletos nas paredes estão calados,
cansaram de sorrir aos transeuntes desajustados.

Tudo está calado naquelas esquinas infernais,
os diabos se recolheram aos infernos momentâneos
e as quimeras foram morar na rua dos pesadelos,
cansaram de tantos sonhos sem sonhadores reais.

Tudo está tão vazio nos becos e madrugadas,
os boêmios desistiram daquele botequim
e os copos já tão sujos não querem engolir,
cansaram de terem que dormir pelas auroras.

Tudo está tão calmo em meu coração,
meus amores já partiram solitários
e as sensações outrora repletas de despudor
já não emanam aquela libido tão assassina.

Tudo está calado no âmago do espírito,
os meus fantasmas deixaram de ser assombrações
e aqueles medos que afligiam sucumbiram,
já não aterrorizam mais minhas alucinações.

Tudo está tão vazio nos meus pensamentos,
minhas poesias adormeceram no verão
e aquela velha e sucinta inspiração
abriu alas para uma nova e revigorante canção.


Jonas R. Sanches 
Imagem: Google

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