terça-feira, 27 de maio de 2014

Alma em Recolhimento

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Às vezes minh’alma se recolhe
junto ao sol e o crepúsculo
e ficam sequelas do entardecer
com suas cores atrozes e lúcidas.

Às vezes não há o sentimento,
o que ficam são olhares e friezas
a contemplar um mundo doente
onde as feridas jazem incuráveis.

Às vezes me detenho na poesia
ríspida que desaba qual avalanche
que carrega as vidas, os sonhos;
me detenho em um cálice de vinho.

Às vezes calo-me e espero a germinação
dessas sementes que semeio ao caminho,
eu colho as flores com um toque de carinho
e ofereço-as aos percalços do infinito.

Às vezes minha alma se recolhe
em uma escuridão interminável
mas, é quando vislumbro as estrelas
que pelas noites fazem-me divagar.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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