quarta-feira, 30 de abril de 2014

Versos Ambíguos

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Da alma lágrimas secas
tão salgadas como o mar
que em ondas fere a praia
nesse vai e vem de amar.

Meus olhos olham distantes
e o que vejo é uma ventania
e, o que vejo é uma poesia
e, o que escrevo é lúcido.

Meus sonhos voam distantes
e o que busco é fantasia
e, o que busco é além do dia
e, o que busco é felicidade;

mas vejo passar a idade
e inda me desconheço,
não sei se é dor que mereço,
não sei se é festa de recordação.

Só sei que o poema brota
da noite e do coração
que gelado desfaz-se de si
retornando e querendo partir.

Só sei que meus versos conotam
o que sinto, o que sei e não sei;
versos parcos versados ao rei
de um reino sem luz nem castelo;

e o ambíguo relento é singelo
e, o amor bate como martelo
desfacelando o reinado de paz
que era outrora e já não é mais.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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