quarta-feira, 23 de abril de 2014

Soneto da Dança Incessante da Vida

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Notei a pedra que olhava para a flor
e a flor que cantava a voz singela,
notei a árvore em seus espasmos de dor
e a dor que cruel vigorava nela.

Notei o rio que corria em suma alegria
e a alegria que voava o passarinho,
notei o vento dançando à luz do dia
e o dia que tecia suas horas no linho.

Notei que a vida é ritmo incessante
e a morte obstante é passageira,
notei amor e movimente constante

regendo a natureza costumeira;
notei e anotei em plácido soneto
tudo como um miado do gineto.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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