terça-feira, 8 de abril de 2014

Sete Véus das Poesias

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Sete reinos, sete espadas e um só rei,
muitas léguas, sete estradas eu trilhei,
sete grutas de ermitões eu encontrei,
sete livros feitos à mão eu vislumbrei.

Pelas sete encruzilhadas eu rezei,
sete linhas das minhas crenças invoquei,
pelos sete dias seguintes eu meditei,
pelas sete vidas seguintes eu viverei.

Sete gritos, sete sacrifícios e um punhal,
sete anjos batalharam contra o mal,
e os arcanjos eram mais sete combatentes,
sete trombetas ressoaram no sol poente.

Sete estrelas, sete cometas e um só céu,
sete fadas, sete donzelas de olhos de mel,
sete amores, sete terrores qu’eu sofri,
sete langores de sete mortes qu’eu vivi.

Sete poemas de sete estrofes eu escrevi,
sete feitiços nas entrelinhas estão ali,
sete metáforas de mil tormentos qu’eu reli,
sete eclipses de uma só lua qu’eu redigi.

Sete cavalos, sete leões e uma carruagem,
sete mistérios inacessíveis dessas paragens,
sete mulheres com sete filhos, uma linhagem,
sete barganhas com sete órfãos da criadagem.

Sete poetas, sete ascetas e a mão de Deus,
sete montanhas imaculadas dos Pirineus,
são sete sonhos com sete véus das poesias,
sete momentos inseparáveis de uma só via.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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