domingo, 20 de abril de 2014

Dos Versos Tranquilamente Nefastos

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Tranquilamente o sol nefasto
invade a noite e acolhe a mente
que se recolhe na dor que sente
e a estrela então no abismo se esvai.

Tranquilamente o sono nefasto
invade a noite e acolhe os sonhos
que se consomem em pesadelos
e a estrela então desaba em desvelo.

Tranquilamente o verso nefasto
invade a noite e acolhe os santos
martirizados em seus recantos
e a estrela então rebrilha com espanto.

Tranquilamente a poesia nefasta
invade a noite e acolhe a farsa
que o poeta na estrofe disfarça
e a estrela então se esconde na trapaça.

Tranquilamente a mente nefasta
invade os egos nus e transparentes
e a vida segue em ritmo indecente
e a estrela então explode e mata toda a gente.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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