terça-feira, 22 de abril de 2014

Das Ilusões do Inferno às Vertigens do Céu

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Nas ilusões de meu pensar poético
eu me entrelaço com as analogias
para enfrentar esse mundo eclético,
para descrevê-lo em suma primazia.

Deixo verter olhares substanciais
e preencho a mente com as fantasias
que jorram como fartos mananciais,
que elaboram-se em perfeita simetria.

Verbalizando as luzes dos pensamentos
descrevo em vozes puras da caneta
a vida, a morte e os seus elementos
todos dispostas em minha caderneta.

Então despendo-me às geografias
e escrevo os mapas do céu e do inferno,
transmuto as dores em augustas melodias
e lanço-as sem pudor às linhas do eterno.

Se sou poeta eu beberei da fonte
que jorra as águas do rio Aqueronte,
navegarei às portas desse purgatório
para em poesia deixar meu relatório.

Se sou poeta eu abraçarei vertigens
que jorram fartas no éter plausível,
que esculpem nódoas em minhas efígies;
que explicam as regras do incompreensível.


Jonas R. Sanches
Imagem: Octave Tassaert

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