sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Das Cantigas dos Vermes Essenciais

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Nas vozes dos vermes famintos
o banquete da vida que esvai
nas mordidas tão pecaminosas
pelo corpo que se decompõe.

Mas antíteses frescas afloram
e na morte o poeta eterniza
o silêncio que o corpo deflora
no momento que a vida enraíza

pelos campos ou campas reais
d’onde a foice afia o seu corte
mensurando entre todos mortais
o deguste do beijo da morte.

Nos descansos dos vermes benditos
um arroto de satisfação
mas o que fica é a voz no grito;
ultimato de algum coração.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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