terça-feira, 12 de novembro de 2013

Terrífico

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Funestos lânguidos inapropriados,
sinistros em ritos a um deus caótico,
catarses humanas, espasmos robóticos;
e o homem escravo da inlucidez.

Das campas retratos das catacumbas,
moribundas sombras dispersas no ar,
horrores diários, vertigens insanas;
e o homem padece sem se analisar.

Olhares carnívoros inanimados,
mortíferos desejos das outras proles,
espadas vadias, canetas incólumes;
e o homem metamorfoseia-se em poeta.

Entranhas terríficas versificadas,
prolixos e intrépidos se misturando,
rimas vazias, análises de memorandos;
e o homem agora mergulha em si mesmo.


Jonas R. Sanches
Imagem: Grzegorz Kminrty

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