segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dos Jardins da Minha Mente

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Das coisas que fogem do real
a semente brotada alucinada
mas, fogem também à minha alçada
e deixam apenas vento e poesia.

Das coisas que fogem aos pensamentos
a semente brotada na mente
funda o bastante, enraizada;
e a árvore nascida em folhas e versos.

Das coisas banidas e inascidas
a letra fosca refletida no universo
e um olhar diáfano a elucidar
aqueles livros que não pude ler.

Das rimas e das inspirações esquecidas
essa poesia a tanto enclausurada,
encasulada querendo a metamorfose;
e das cores os tons mais sutis.

Das coisas que fogem do real
a semente do eu irreal e inacabado
querendo brotar e esticar os galhos;
querendo florir dentro das primaveras;

mas ainda é tempo de adormecer
e esperar a próxima estação
ou apenas morrer e esperar a luz;
ou apenas morrer e cair na luz do esquecimento.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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