sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tão Perto do Fim

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E já tão perto a noite
trazendo a lua, estrelas e a solidão
que vigia a porta do coração
com olhos vítreos de fogos-fátuos.

E já tão perto a insensatez
trazendo o verso, a rima e o compasso
que dita a música do espaço
com a batuta da insanidade.

E já tão perto o fim da vida
trazendo a paz, a luz e a eternidade
que é além das horas, pra lá da idade
com sua bengala de pernas bambas.

E já tão perto essa lonjura
caminhada a sós sem ter parada
pelas vias sórdidas das madrugadas
com lápis, papel e poesia.

E inda é longe o raiar do dia
pois dorme o sol sono profundo
e o meu amor fugiu do mundo
para em outros tempos fenecer.

E inda é longe a foz do sonho
que vivo algures idem à outrora
e o pensamento então devora
e o que me resta é poetar.

E já tão perto o fim dos versos
que descomplicam os meus complexos
que são vertigens e paradoxos
enveredados no meu fantasiar.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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