sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Soneto Plúmbeo

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No céu cinzento do meu coração
há nuvens plúmbeas dos meus pensamentos
que são lamentos, pura indecisão;
até parece um temporal de ventos.

No céu infinito dessa indagação
corrompi estrelas pelo meu contento
quase um lamento em proliferação,
quase a morte sem meu consentimento.

Mas somente um pranto seco escorrido,
sabor salgado desgastando o leito
que já escuro é noite, é despercebido,

quase engolido além do meu trejeito
que é como um gesto dessa partitura,
que é como o verso que já não perdura.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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