terça-feira, 16 de julho de 2013

Quando a Morte Ceifa

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Algumas vidas que passam
e as mortes ultrapassam
todos os sentimentos tidos
todos os carinhos idos

de um ente que parte calado
à sua senda para o outro lado
e o que ficou foi só nostalgia
e que levou foi lembrança de um dia

onde era fácil aquele abraço
agora tudo se demora em laços
já desfeitos e é um direito meu
poder chorar sobre o que aconteceu.

Lá vem a morte toda egoísta
tirar da gente o sorriso simplista
e o que ela deixa é uma tristeza algoz
e a recordação é o que sobrou de nós;

foi bela a estrada mas, chegou ao fim
e o que eu amava ela tirou de mim
a fazer seus caprichos de mãe ceifadora,
a fazer seu trabalho de mãos de carrasco,

e o que fica a seu respeito é asco
pois, rouba o beijo do último suspiro,
para alguns inferno e outros paraíso
mas, se houver, que haja orações.

Algumas vidas passam e se eternizam
como um breve olhar no sol que se vai
e retorna infante a manhã d’outrora
e renasce o hoje no leito universal.

E do poeta um aperto ao peito
estendido em lágrimas no derradeiro leito
que guardou olores puros de uma rosa
que guardou lembranças do ombro que se foi.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

Um comentário:

  1. Caro Jonas
    É horrível perdermos alguém para sempre,porque morreu.Fica a nostalgia e «uma tristeza algoz»Se amamos esse alguém,que foi ,para nós um «ombro»,então ,a dor é indizível.Parabéns pelo belo mas triste poema.
    Continuação de uma boa semana.
    Um abraço da
    Beatriz

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