terça-feira, 2 de julho de 2013

A Guerra das Flores

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Eram conspirações de magnólias
que sussurravam sobre lírios
e do lado de lá da vida flores da morte
em estratagemas e funerais.

Era o início da guerra das flores
e os girassóis corrompiam cravos
e as helicônias cavalgavam nuvens
enquanto as orquídeas adormeciam.

E os jardins crepitavam flores de fogo
e fulminantes as bromélias sorriam
às auspiciosas rosas do deserto
que secavam seivas involuntariamente.

E as mensagens eram carregadas pelo pólen
levado ao vento pelo dente de leão
e nas campas multidões de crisântemos
oravam pelos inóspitos mandacarus.

No entrave da batalha o sangue de angélicas
e o pranto de astroméias e antúrios
que lamentavam pelos brotos mortos
mas, havia esperança na estrelícia.

E foram arrasados canteiros de couves-flores
que alimentaram exércitos de plantas carnívoras;
mas então a dor cessou, e cantaram as gardênias
partituras às gloriosas e houve simbioses

e, houve fotossínteses, e a semente germinou
e, agora as planícies eram de lisiantos
e nos espelhos d’água reflexos de narcisos
que se admiravam e desejavam as rosas.

Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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