terça-feira, 18 de junho de 2013

Nas Criptas da Solidão

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E desde o homem até o homem
e, a consciência expandida
e, a vida se fez vida
nessa interminável lida.

E desde o tempo fora do tempo
adquirido aos confins do infinito
que não se aumenta ao diminuto
nesse minuto imprescindível de ser.

E desde o homem então consciente
e a alma contínua universal
que sobrepõem-se ao bem e ao mal
e germina a luz da evolução.

Sereno o sol do coração
do parto ao grau de extrema unção
e, no indeterminável inconsciente
uma vitória nos degraus galgados.

E desde o vento cósmico que me fez
e, que se desfez ao renascimento
perto do nada, longe do tempo;
e na mente fluente o conhecimento.

Sereno o sol que brilha a vida
além da morte adquirida
ante o olhar nu ao escrutínio
além do amor e seus domínios.

Desde o momento à poesia
além da noite, além do dia
a crepitar na eterna pira
que vai ao léu do pensamento.

Celeste o olhar desse momento
e, tudo apraz aos sentimentos
e, o poeta se lança algures
ou, outrora relembra o seu saber.

E nas páginas escritas solitário
um vislumbre do esclarecimento
da vida, da morte e do tempo
e o agora se refaz ao meu contento.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Afrodreams

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