quinta-feira, 20 de junho de 2013

Mesmo Qu’eu Morra Terei Continuação

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Mesmo qu’eu desconheça o puro amor,
conheço a flor que desabrocha em poesia
e faz raiar no coração a luz suprema
que no estandarte da minha batalha é o emblema.

Mesmo qu’eu use as amarras do infinito,
conheço a flor da liberdade nesse frêmito
que vibra ao peito nesse trejeito inusitado
e torna os devaneios todos em algo alado.

Mesmo qu’eu morra eu ficarei a eternidade
guardado em livros e os meus segredos escancarados
pelas vielas soturnamente dissimulados
e, os pensamentos à insensatez assim moldados.

Mesmo qu’eu veja a sua beleza eu não te toco
mas deixo os olhos falarem rimas apaixonadas
quando te miro num desatino ludibriado
pelos avessos desse começo já terminado.

Mesmo qu’eu faça trovas, sonetos ou um recado
deixado a porta da sua alcova tão perfumada
eu seguirei sozinho, enfim, poetizado;
por essas sendas, pelas parlendas, nesse legado.

Mesmo qu’eu toque a sua alma com minhas rimas,
alhures deixo olores finos em cada linha
dessa minha vida morta e vivida, continuada;
dessa imagética que me inspira às madrugadas.

Mesmo qu’eu seja estrela em brilho já sideral
procuro sempre um caminhar longe do mal
e, nas vivendas proclamo a paz dos meus juízos
já tão monásticos, eclesiásticos, que revisito.



Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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