segunda-feira, 3 de junho de 2013

Asas Negras

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E na minha coroa haviam doze olhos
e minhas asas eram negras como a ônix
então sobrevoei e pousei no cume do mundo
então contemplei todas as estações.

E os meus braços alcançavam estrelas
então abracei constelações e calei,
em Órion o reflexo da imagem do caçador
e no ferrão do escorpião o veneno da minha dor.

No meu punhal encravei pérolas e esmeraldas
e encravei a morte no esquecido coração
e foi a mágica que ressurgiu em meus atos
então conclamei palavras novas ao amanhecer.

Não deixarei as lamúrias atormentarem os dias
e nas profundezas da noite o sorriso alquimista
regozijado entre cadinhos e virgens pitonisas
d’onde foram revelados futuros promissores.

E na minha coroa haviam doze olhos
e eles avistaram apocalipses e renascimentos
mas eu parti, voei com minhas negras asas
e fui ter com uma nova galáxia novas revelações.



Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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