terça-feira, 28 de maio de 2013

Sem Amor Morreriam Todos os Versos

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Nos versos desprovidos de amor
apenas vazios malsãos inapropriados
e chega e ser caótico o olhar
que algures foi a foz do invulgar.

Apelo as letras apenas um sentimento
que não corroa o que inda resta de mim
e que possa preencher as lacunas
entre essas irrealidades tão reais.

Seria tão triste mas haveria sensações
entre o pranto e a busca incessante
por algum motivo que valha a pena,
por uma estrofe repleta de sonhos.

Seria tão triste como todos os paradoxos
que não carregam nenhuma significação
somente a poesia irracional e inefável
por onde decolam todas as analogias aladas.

Nos versos desprovidos de amor
uma natureza morta em preto e branco
que não possui nas vertentes acalanto
por onde possa o ancião tecer lembranças.

Apelo a morte que não ceife minhas letras
durante o ócio que impregna esse querer;
apelo a vida que não mate a fantasia
para o amanhã em tom fantástico renascer.



Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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