sábado, 18 de maio de 2013

Momento Sereno

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Sereno como a noite eu versifico
e no âmago da dor me modifico
e o que vejo é quase diáfano
entre os espelhos e reflexos de mim.

Gelado como a morte é meu escrito
que flutua entre mundos transcritos
onde aporto o meu corpo e reflito
sobre as estrelas e sobre o coração.

E as flores pitorescas navegam mares
em caravelas solitárias espaciais
então contemplo o tempo do nunca mais
e vejo um universo dentro do olhar

do basilisco e dos feitiços já tão antigos
que eu carrego na algibeira junto comigo
e pelas novas rotas dos pensamentos
uma senda translúcida se apresenta.

Sereno como a noite eu versifico
e do ventre do amanhã nasce o amor
que desintegra a ferida e toda a dor
e o espírito se desprende de todo karma.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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