quinta-feira, 30 de maio de 2013

Do Pranto Sangrento e Augusto de um Arcanjo

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Na lágrima augusta em sangue do Arcanjo
diante o negrume na esfera do mundo
eis que surge a luz nas cordas harpejando
e da música a esperança reluz ao submundo;

que é umbral tão real que engole as almas
em um fogo e nas sombras das recordações
de uma dança frenética banhada em pecados
que priva de paz o espírito em auto ablações.

Na lágrima augusta em sangue do Arcanjo
que em formas humanas propôs salvação
a essa raça de homens desgraça em refúgios
e subterfúgios que esquecem a absolvição;

e a carne que é auto flagelo derrete no inferno
da mente constante e obstante a criar confusão
entre a fonte de tudo que anima a matéria
e a consciência que adormeceu dentro do coração.

São as lágrimas sangrentas de um sonho utopia
que nos versos da morte e da vida formam poesia
que nascida do ventre profundo do inconsciente
tenta em letras deixar o passado e viver o presente;

que é o constante trilhar e sofrer o caminho
entre o espinho na rosa e o punhal sacrifício
que liberta do escuro os grilhões precipícios
e renasce em relance um olhar de soslaio do início.



Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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