terça-feira, 2 de abril de 2013

Sangue por Sangue

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Havia alguns dias que Matarú tinha se embrenhado pela floresta densa, seu objetivo era usar da magia de seus antepassados para salvar a sua amada que definhava na oca em sua aldeia.
Matarú era filho do chefe da aldeia, um grande feiticeiro e curandeiro que era temido e respeitado pelos seus feitos incompreendidos pelo resto da tribo, herdou do pai os ensinamentos místicos e medicinais que tinham sido passados de boca em boca pela linhagem de sua família.
Ele carregava consigo alguns artefatos mágicos e trazia amarrado em suas costas o pequeno filho do chefe da tribo rival, que havia raptado e iria sacrificar em oferenda aos seus deuses sanguinários em troca da recuperação de Amana, sua amada.
Era ainda madrugada quando avistou uma luz, seus olhos vítreos miraram aquela fresta e seus passos apertaram, nas mãos ainda o cheiro fresco do sangue e na mente as quimeras de uma insensatez.
Quando alcançou a estrada batida os primeiros raios solares despontavam no horizonte, na mente ainda flashes de um ritual, no alforje o coração da criança ainda parecia bater e no peito uma sensação de missão cumprida.
Se dirigiu depressa para sua aldeia para ver se a saúde de sua amada havia se restabelecido e ao se aproximar e olhar a cena a sua frente suas pernas tremeram e ele caiu de joelhos e um grito que estremeceu a floresta saiu de sua garganta.
A tribo rival havia atacado seu povo e não restou mais nada, estavam todos desde as crianças até o mais velho, enfileirados, decapitados e com seus corações espetados em estacas.


Jonas R. Sanches
Imagem: Google

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