quinta-feira, 25 de abril de 2013

Enquanto isso...

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É tarde e já é tarde
em um tempo inexistente
da noite alhures negra
como a rosa da morte;

que é formidável
quando regada a sangue
ou apenas um sorriso
desse continuísmo.

É tarde e a poesia segue
pelos recônditos das linhas
deixando às entrelinhas
uma pétala seca;

de sede e de solo ríspido
por onde os passos são cansados
dessa quase verdade
irrelevante, ensandecida.

É tarde e já é muito tarde
quase a noite densa plúmbea
que se revela nevoenta
e esconde as flores no outono;

e algumas vezes amanhece
e faz renascer as estações
pelos versos vividos intensos,
insanos, com pluralidades irreais.

Já é muito tarde então se foi
deixando um rastro amor perpétuo
no chão azul de estrelas róseas
em pirilampos e firmamentos;

e nos jardins sementes áureas
jorram o extraordinário
pelos rios que fluem retendo
as margens dessa folha rasgada.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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