quinta-feira, 4 de abril de 2013

Da Noite à Penumbra que Estremece

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Da noite o mergulho à penumbra
e a estrela é brilho que deslumbra
nesse manto negro de firmamento
que esconde sentimentos em rebento.

Da noite o oculto em mistério
de um resguardo em paz e deletério
que d’alma transpira nos versos
e transpõe os limites do universo.

E o poeta com a madrugada instigado
tracejando rimas quase deteriorado
por paixões as vezes tão pitorescas
ou amores platônicos ás avessas.

Pobre peito ofegante que ama
e desfaz-se entre um pranto que inflama
todo o tato ou de fato os sentidos
que se perdem a buscar um ombro amigo.

Da noite um som arfante e trovador
de mil cordas de um doce harpejar
que à mente transcendente faz vagar
pelos inóspitos domínios da imaginação.

E o que fica são vestígios das luzes vespertinas
qual resquícios de turbilhões de sensações
que derramou as letras olhares obsoletos
até que o dia raiou e o que ficou adormeceu.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

2 comentários:

  1. Ótimo poema Jonas

    "E o poeta com a madrugada instigado
    tracejando rimas quase deteriorado
    por paixões as vezes tão pitorescas
    ou amores platônicos ás avessas."

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    Respostas
    1. Grato pelo apreço Joice... Boa tarde a você!

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