terça-feira, 19 de março de 2013

Empirismo Onírico

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Nas fórmulas mágicas antigas
reli sobre eras já esquecidas
e pelas frestas da noite a pino
um vento sorrateiro uivava um hino.

Era Medéia chorando seus pecados
ou era Apolo rasgando os céus da Ilíada,
beijando os sonhos abstratos de Homero
que cantava todas as histórias da magia.

Nas fórmulas tão mágicas reli
os sentimentos secretos de Orfeu
o vi os amores proibidos do Camafeu
que sangrou até morrer de amor.

Era Péricles fugindo dos assombros
ou era Hércules ressurgindo dos escombros
de um Panteão de Deuses bizarros
que cantavam seus orgulhos e escárnios.

Nas fórmulas mágicas refiz a minha senda
e trilhei um rabisco de um mundo onírico
galgando os degraus de um desejo empírico
de um homem-anjo-caído estirado no limbo.

Era Colosso sucumbindo ao peso-mundo
ou um barqueiro dos rios do submundo
que carregava almas a preço parco de quimeras
ou apenas poesias gritando uma nova era.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Fragonard - O Balanço 1767

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