segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Recordações Apócrifas do Nosso Amor

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E no firmamento cortinas descerradas
e algures as estrelas olham cintilantes
e os anjos condizem com os sonhos
e é remoto o tempo que eu renasci;

mas ainda recordo histórias de cometas
e de barcas que rasgaram mares de piratas
e nas grutas onde me ocultei dos demônios
deixei vestígios das noites que nós se amamos.

E no seu olhar dionisíaco de mistérios e belezas
tão mortíferas que as quimeras sucumbem
ao seu encanto e aos seus cantos paradisíacos
que foram minha prisão e o veneno ao coração;

mas não lamento pois nosso amor riscou as eras
e atravessou tempos de guerras e sobreviveu,
ainda ontem recordei incontáveis vidas nossas
e nos versos metafóricos lancei minha proposta.

Se tu leres e entenderes todas as minhas alegações
terás o direito de beber o meu sangue e adormecer
junto a mim em meu leito galáctico e sideral
e então fundiremos nossas almas num sopro cósmico;

mas se não desvendares minhas estrofes apócrifas
serás lançada aos leões devoradores de amores
e nossas recordações se desvanecerão junto a chuva
que é tão torrencial nos jardins onde nos reconhecemos.

Devaneios oníricos tão líricos e quase imperceptíveis
de um sonho poético inacabado sem máculas e analogias
somente algumas lembranças dos olhos daquela menina
que no bosque dos precipícios torturou meus sentimentos.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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