terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

De Todas às Vezes

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Entre as vezes que amei
muitas vozes das minhas dores
sucumbiram aos seus anseios
ou a todos os anseios dos amores meus.

Entre as vezes que calei
minhas vozes foram amores
e das dores apenas sensações
e da vida uma bagagem metamórfica.

Entre as vezes que escrevi
minhas letras foram de amor as letras
e às donzelas da minha rua
que foram meus amores infantis.

Dentre todas as vezes que morri
muitas delas foram de amor
e do meu coração foram os cacos vividos
agora espalhados e ocultos dentro de mim;

ou talvez na terra do jardim que abandonei
quando parti em busca de novos amores
ou quando plantei novos jardins na cordilheira
e, como meu sentir as flores morreram de frio.

Entre as estrofes eu descrevi
e tão somente reescrevi amores idos
e junto a eles pedaços roubados de mim
que naufragaram nesse mar de lágrimas que naveguei.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: in the trunk by ligreego

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