sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Dias Passageiros

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Às vezes é como uma treva
meu crepúsculo e uma névoa
que encobre os fatos nocivos
e os mais sãos tateiam pregos.

Às vezes melancolias lânguidas
antes que a primeira estrela nua
desponte fulgurante ao manto
que é o que comove meu ser.

Ás vezes é o silêncio ou é a poesia
e chego a arfar aturdido com as cores
que assistem seus reflexos no meu olhar
e se fundem aos devaneios perpendiculares.

Mas depois de algum tempo eu volto
e desligo todas as lâmpadas da chuva
que se anuncia no horizonte tardio
pois, eu quero deitar nas constelações.

Às vezes é assim mesmo ou é diferente
de tudo aquilo que tentei dizer ou calei
nos dias tão passageiros que se vão
sem deixar nem um vestígio do amanhã.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Cena do filme O Discurso do Rei

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