segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sóis da Solidão

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Um sol derretedor de pensamentos
assolando meus poros com suor
e sal das entranhas dias e noites
e uma poesia em folhas de papiro.

Um sol devorador de devaneios
castigando como quimera a minha cabeça
e o lombo surrado daquele cavalo
que enche o prato do homem cansado.

Cálidas labutas do pobre homem adinâmico
entorpecido de tantas porradas da vida
e chicoteado por um sistema (Demo) crático;
e ainda sim alimentando bocas e esperanças.

Um sol derretedor de pensamentos
e a faina incessante do homem e do cavalo
e do pássaro migratório fazendo verão
e um poema exausto e repleto de olhares.

Um sol engolidor de mundos e sonhos
que chega das profundezas dos olhos
tão luzentes daquela menina que fascina
e atordoa as sonatas de um homem são.

Fatigantes labutas cruéis da minha pena
e das falanges tão falácias dos arredores
onde eu busco observâncias e ideias
onde eu componho versos e sóis de solidão.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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