sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Minhas Horas na Noite dos Dias

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Eu sofro por calar
e sofro por amar
mas sorrio por viver
e sorrio por morrer
todas as horas
todas as noites
todos os dias.

E quem sabe o amanhã seja ameno
ou seja um beijo com desejo
limpando da alma essa melancolia
que se arrasta e me arrasta à agonia.

Eu voo pelas nuvens
buscando a alegria
não pouso ao seu lado
não conto meus pecados
de todas as horas
de todas as noites
de todos os dias.

E quem sabe amanhã eu desperte
ou eu padeça junto do sol
me desfazendo com o arrebol
e adentre pela luz das estrelas.

Eu desgasto o lápis
e me gasto em poesia
de amor e de dor
de flores e euforia
e escrevo todas as horas
e escrevo todas as noites
e escrevo todos os dias.

E quem sabe amanhã eu recorde
ou esqueça essa anestesia
que invade a mente e me isola
nessa alcova junto a essa eufemia.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem - Paul-Klee.-Ad-marginem.-1930

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