sábado, 15 de dezembro de 2012

Gritos de um Coração Calado e Nostálgico

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Sou assim calado
pois, eu amo em verdade
mas, qual será essa verdade?

Sou assim tão calado
pois, não sei as respostas
mas, sei que amo em desigualdades.

Sou assim e nada mais
pois, sempre sou eu mesmo
e mesmo a esmo eu me concluo.

Sou assim tão calado
pois, não sei se sei amar
mas, a poesia é meu brado conclamado.

Sou assim tão calado
pois, pranteio escondido
mas, guardo o sal para depois;

pois, é minha dor que eu afago
e meus sonhos são alados
mas, voo sozinho às escuras;

nessas falésias de clausuras
onde escondo meus sentimentos
pois, sou assim tão calado

e, meus versos degolados
pelas foices da morte e da vida
e, no fogo do sol eu suturo as feridas.

Sou eu mesmo, esse ser tão calado
em sentimento inusitado e vão
que flagela o coração com paixão.

Sou calado e de amor tão distante
e, parece que foi ontem a nossa despedida
minha inerte partida, mas, deixei o meu querer;

onde eu não posso ver
mas, eu sinto saudade
desse amor sem idade

que fecunda meus sonhos
e, mesmo no frio de minh’alma
sei que são as lembranças que acalmam.

Sou esse ser tão calado
e a chuva no telhado
só enaltece minha nostalgia

que desgasta meus dias
e ascende essa chama
que me diz que te ama

perto, longe ou eterno
d’um sentir sempiterno
que me agarro antes de partir.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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