quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Entre os Vazios do Último Crepúsculo

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Não sei compreender esses momentos vazios
onde minh’alma beija o crepúsculo e cala
todos os sentimentos e o que fica é a penumbra
com nuances frias que gelam meu coração.

Não sei compreender o que sinto ao certo
nesse instante que é pálido e deserto
de amores e de dores que dissipam no ar
e as cores são agora tons de um azul enegrecido.

Queria entender seu olhar que é cor de mar
e que carrega estrelas que tocam meu ser;
queria poder tocar seus lábios e suas mãos
e na sua luz poder brilhar todas as auroras;

mas já é tarde e o sol ainda nem nasceu
e minha companhia é feita de eternidades
nessa alcova inóspita aonde guardo letras
nesse universo insurgente aonde eu moro.

Não sei mais compreender os meus sonhos
pois, eles foram roubados e embaralhados
e foram jogados aos ventos que sopram no leste
então fiquei acordado por mais de mil eras.

Eu já não sei mais compreender o que sou;
seria eu somente uma poesia em papel envelhecido?
Ou seria um caixa de anseios em uma mente de poeta?
Só sei que meus olhos marejados escorrem pelas estrofes...


Jonas Rogerio Sanches

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