quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Não tente beber meus sonhos

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Uma nova inspiração
e um novo trago no cigarro
e um café e um minuto a menos
mas, não queira me censurar
não tente me agradar, por favor
pois, não sei retribuir, só sei poesia.

Uma nova manhã nublada
e aquela velha solidão, constante
junto à janela olhando o nada
mas, não queira me reprimir
não tente olhar os meus olhos
pois, eles estão vagando, distantes.

Um novo sentimento
e mais um cigarro que queimou
e no céu um rasgo de azul
mas, não tente me compreender
não tente morrer as minhas vidas
pois, minha eternidade é esmeralda;

e reluz os verdes das matas do norte
e, ela carrega há muito minhas ficções
para muito além das coerências do mundo
e, bebo cálices de uma insanidade saborosa
embriagando-me de alucinações necessárias
e, eu amo vagar pelos vazios da minha mente.

Uma nova sanidade, totalmente insensata
que recorta os quadros dos devaneios
mas, não tente me censurar, não tente;
deixe eu voar minha liberdade espacial
deixe eu morrer em minha tumba sideral
e, não tente beber meus sonhos.


Jonas Rogerio Sanches
Imagem: Google

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